Paciente Inglês
Ontem à noite, chegado a casa, vi pela primeira vez o Paciente Inglês.
Há muita coisa a reter, todavia… a destacar, só duas situações:
- a cena da lavagem automática de cabelo! Aquilo é coisa que se faça ao homem por quem se enamora, com quem disputa o primeiro beijo, com quem partilha o amor carnal do envolvimento de dois corpos (com destaque para o da Katharine) ávidos de avaliações geográficas?
- promessas? Não se deve prometer o quer que seja a uma Mulher, mesmo que a salvemos da morte quase certa ou mesmo que a expressão “amo-te” seja verdadeira. Há sempre uma nesga, por onde pode incorrer uma mentira de última hora, e as Mulheres, não suportam uma mentira. (idem, Homens!)
Recursos Humanos
As metodologias adoptadas na hora de contratar um profissional “de qualquer coisa”, estão invariavelmente ultrapassadas, obsoletas!
Custa-me perceber, como é que uma empresa, capaz de facturar alguns milhões de euros / ano, contrata um tipo que falta vários dias ao serviço, utiliza os mais caricatos argumentos justificativos, chegando ao ponto de querer mostrar a sua zona abdominal e costelas à chefia, quando este, já antes das faltas injustificadas (ou melhor, mal justificadas), era magrinho… magrinho… magrinho, de modo a comprovar que a gastroenterite foi deveras devastadora e claro, deixara as suas marcas no peso final do artista!
Aproveitando-se o facto de o profissional “de qualquer coisa”, ser admirado e adjectivado como uma máquina produtiva “de qualquer coisa”, este deveria ser olhado com outros olhos, algo como: uma viatura automóvel, ainda antes de sair do stand, ainda antes da escolha dos extras a aplicar!
Resultado:
- capacidade organizativa -» + 100€
- espírito empreendedor -» + 175€
- carácter responsável -» 100€
- disponibilidade para liderar -» 125€
- vontade para ser assíduo -» 75€ (o subsidio de transporte não chega)
- desenvoltura criativa na hora de justificar as faltas -» 150€ (o valor tem que ser alto, afinal… não se tropeça facilmente em artistas de alto gabarito como o exemplo que dei e nunca se sabe, quando poderão ser peças essenciais no xadrez empresarial)
No fundo, estas verbas seriam somadas ao ordenado acordado e permitiriam ao empregador, ter uma melhor consciência do produto adquirido no mercado de trabalho. Sem esquecer, a fantástica oportunidade de moldá-los à sua medida.
Kangaroo Hoodie
Divinal… uma sátira perfeita, para aqueles que ousam brincar aos pais e às mães, numa fase da vida tardia. Têm de compreender que é uma brincadeira que se tem aos 7 / 8 aninhos de idade, quando tudo é de plástico… as chávenas, os pratinhos, a mesinha. Na adolescência, a brincadeira molda as molezas humanas, de modo a que as peças do puzzle se encaixem, gerando quadros lindíssimos, pena é… esquecerem-se que isto só acontece quando as peças se encontram devidamente plastificadas.
Em suma, tem tudo para ser daqueles castigos que nunca passam de moda!
Hair cut!
Hoje é dia de corrigir erros do passado!
Não fosse mais uma despesa inesperada, daquelas que tendem a surgir por altura do ainda quase final do mês e não estaria (quase) rapado que nem um carapau, todavia, encontro-me feliz por conceber a ideia de estar totalmente restabelecido da última borrada cometida em igual circunstância. Estou parvo comigo mesmo, parvo com tamanho acto de inteligência.
Vou voltar a ter o cabelo nas mãos do moço gay mais curtido a beber bebidas alcoólicas que já tive a oportunidade de conhecer. A última vez que estive no armazém, os vizinhos do lado encontravam-se a promover/oferecer uma bebida pujante (era boa… menta, bacardi, natural lima juice), e quando este ingere um golito da mesma… xiiii eheheh era ver os olhitos a revirar, a cada inspiração de ar, escutava um pedido de ajuda: “extintor de neve carbónica com 30kg, ingere-se… possíveis candidatos queiram apresentar-se ao serviço”!
Curto o artista, é engraçado topar alguns dos tiques e comportamentos, mas ainda o admiro mais pela forma como se apresenta ao serviço… é um cromo com muito estilo! Creio que ser gay, não aparenta ser uma aventura fácil… porém, chutam para o ar a ideia que curtem a cena com mais estilo que os heteros!
Adenda: sou insatisfeito por natureza… mas bolas, não consigo esconder a apreensão sempre que olho para a franja “playmobil”, será que estou preparado para a domar todos os dias de manhã :)? Ai ai…
Adenda 2: epa… esta manhã (20/11/2009), ao espelho, fiquei com a singela impressão que parecia um galo. Chegado ao local de trabalho… eheheh confirmaram-se as piores expectativas: a parte traseira da nuca… tem uma “crista” (fraquinha… mas existe)! Depois de chegado à idade adulta, sou vítima do espírito Morango? Tenho de equacionar um novo corte: rapado! Este síndrome e este complexo com o cabelo / o seu aspecto, tortura-me o dia-a-dia, retira-me confiança! Porra!
Poker Faces
Trio composto por: Lady Gaga vs. Christopher Walken vs. Cartman!
Desilusão
Encontro tal, à hora tal, no local tal, que só pode ser o mais xpto ao alcance da carteira do ousado, porque a outra pessoa assim espera que ocorra, caso contrário, o rol de complicações dá inicio nesse preciso instante, nomeadamente:
- a tasca do Manel Banzânio tem cadeiras de plástico e ela dá-se melhor com a madeira, uma vez que amolece melhor o Cóccix;
- pratos redondos, não combinam com os óculos rectangulares “prada(ria Óptica Segura do Centro Comercial Bom Sucesso)”;
- a comida, arroz branco de 15 dias, compromete a rotina intestinal de há 2 dias (data de inicio da 36ª dieta com fim precoce);
- etc.
Mas há mais. Troca intelectual de conhecimentos em tempo real, a modalidade olímpica (por vezes, roça os Paraolímpicos… sem sentido depreciativo para os mesmos) que se desenrola durante o encontro.
Saber que Picasso foi um mecânico de máquinas de croché com pergaminhos espalhados pelo Mundo fora, e que as suas raízes neozelandesas o elevaram a símbolo nacional espanhol, resultado de inúmeras invenções que projectaram as tapas para um nível gastronómico, acessível aos habitantes de bairros sociais da Península Ibérica, é prioritário, se ambicionamos uma noite de sexo louco e selvagem.
Aliás, vais aos píncaros da Europa (todos, mesmo que não saibas que são muitos), quando te dizem que o Barack Obama é tibetano e lidera as hostes da Juventude Leonina!
Com um pouco de azar, a noite corre bem e estás diante do seu corpo despido, nu, pronto… prontinho para ser desbotado à pancada meiguinha. Colocas em prática os predicados adquiridos naquela noite com a brasileira “safadinha” e em pé, junto ao balcão da cozinha, esperas que ela prepare os 15 vibradores, ajeite o fio dental de pesca à linha, leia os últimos 12 capítulos do kamasutra ilustrado e se ambos ainda estiverem acordados, ceiam a caneca de leite com Mokambo e trituram umas bolachinhas Maria.
Quando acordam, se ambos cantarem em uníssono:
“Fui passear no Jardim Celeste
Giroflê, giroflá.
Fui passear no Jardim Celeste,
Para te encontrar.
O que foste fazer lá ?
Giroflê, giroflá.
O que foste fazer lá ?
Para te encontrar.
….
Eu faria o sinal da cruz
Giroflê, giroflá.
Eu faria o sinal da cruz
Para te encontar. “
A coisa dá-se e ficam felizes para sempre.
Porque raios… se acabaram as saídas tranquilas, a espaços descomplexados e cientes que o rumo natural torna o momento sublime, épico às vezes?
Conheci pessoas fora de série noutros tempos, com competências únicas e sempre prontas a facultar, refutando o papel de montra exibicionista para o canto mais distante da sala. Passaram-se o quê… 5/6 anos? Bolas, tempo suficiente para o egocentrismo se apoderar da condição humana, em harmonia com as novas tecnologias ao seu alcance?
Sair, para partilhar o contacto do Messenger ou adquirir uma autorização mirabolante de acesso ao Facebook, é o futuro? Escutar com orelhas moucas, histórias de aventura e dedicação capitalista, esbanjadoras de capital financeiro que foi devidamente manipulado pelo Sexo e a Cidade, é o caminho para a partilha da felicidade entre duas pessoas?
Passear pelo Mundo Bloguista, dar conta que o erudito é aquele que sabe tudo aquilo que nos colocam à disposição, contrariamente à ideia que sempre escutei «que o erudito é aquele que nada sabe, mas tudo procura saber e que nunca saberá tudo», entristece-me.
Tenho saudades da “secretíssima”, a Helena, uma Engenheira que trabalhava como investigadora, que nada podia partilhar, mas tudo o que podia ensinar… xaram! O exemplo maior de altruísmo com o qual me cruzei.
Em suma: ando desolado com o rumo que está a ser tomado pelos relacionamentos humanos.
Ponto final, parágrafo.
