One Guy Alone

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May 2009

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Super Buéréré (sem roupa)

Nos meus tempos de adolescente havia poucos recursos onde pudessem ser encontrados estímulos hormonais. Tendo em conta este facto, tive a necessidade de aproveitar qualquer nicho onde estes pudessem estar presentes, para proceder ao chamamento da puberdade.

Um desses nichos, esperava-me aos Sábados e Domingos na Sic. De manha bem cedo, enquanto os pais gozavam a sua merecida pausa laboral, esgueirava-me até bem próximo da televisão, para espreitar pela mesma e entrar no encantado Mundo do Super Buéréré!

A Ana Malhoa, era a apresentadora. Bonita, simpática, alegre e o corpo espelhava uma forma pouco habitual em programas juvenis. Encantava as minhas manhas, provocava os níveis hormonais, fazia-me sonhar.

Sonhava beijar seus lábios, tocar no seu corpo despido, no modo tosco e lambão com que apalpava as colegas e não colegas que me acompanhavam na escola.

Tempos onde a inocência não alcançava a maldade sexual. No limiar desta inocência, talvez deambulasse algum cariz erótico, mas mesmo esse era desconhecido da minha juventude.

Crescido como estou, olho com indiferença para as fotografias que mostram hoje, o corpo que sonhei abraçar.

A expectativa que um dia criei, esfumou-se com o tempo e com as mudanças que assistiram ao crescimento da Ana Malhoa.

Como numa relação adulta e responsável, onde o término da mesma tem como responsáveis as duas pessoas que a criaram, também aqui, a culpa tem de ser dividida e assim, dou-me como culpado por ver findado este amor platónico de outros tempos (simplesmente também mudei).

PS: envia uma carta à Playboy portuguesa com um pedido simples. Mais e melhor nudez! Isto, se querem realmente destacarem-se das revistas concorrentes. Não vão longe com e só, mostras de pêlos púbicos localizados algures entre as virilhas. A não ser que, estejamos na presença de um plano de marketing, onde mulheres carecidas de ideias, encontram um novo look para a sua “deusa sexual”. Se for esta a estratégia, dou o braço a partir e arranco com a ideia que estou na presença da primeira revista de futilidades (que dão jeito) para homens e mulheres.

May 31, 2009
Meet someone

Desde quando se convida uma mulher para sair e passa-se metade do tempo a evocar a sua beleza?

Pior, repetes um programa sem provas dadas, um programa que um dia logrou deixar-te pendurado a meio de uma sessão de cinema… diz-me por favor, porque escolheste ir ao cinema ver uma comédia romântica, outra vez?

Foste mais um, em milhares de programas de angariação de amor e carinho, que nos levam para a cama acompanhados da hipótese de praticar o amor, que ficam pelo caminho, fruto do nervosismo ou simplesmente porque não soubeste captar / identificar os sinais transmitidos.

O sorriso estava lá, pouco rasgado é verdade; as pregas das bochechas não se encaminhavam até às orelhas. Havia um certo brilho no olhar, certamente… culpa da alergia própria da mudança de estação. Era cedo, devíamos ter jantado os dois, nunca deveria surgir pelo meio outro programa; será que ela tinha mesmo o jantar marcado com os pais?

Vais cruzar-te várias vezes com esta mulher, nas primeiras ocasiões sentirás  alguma química no ar, resultado do produto para as melgas que estará omnipresente entre vós!

Mas basta sorrir, levantar a cabeça, dar mostras de confiança na tua pessoa, porque ela… sim, vai comentar com todas as suas amigas o sucedido. Vais ganhar, se saíres por cima de cabeça erguida, como se nada normal tivesse ocorrido e que dentro da anormalidade, encontras motivos para seguir em frente… de princípios e pilinha de pé!

May 30, 2009
Itinerant

Estás parvo!

Não existem formadores de “pessoas” e mesmo que existissem, não és um deles!

Se bem que, o último comentário que escutaste, foi elucidativo.

“depois da tempestade, perdes a bonança”

Perdeste uma pessoa com a qual tiveste o privilégio de conviver durante um período de tempo, que simultaneamente vos formou para a vida.

Tem acontecido mais que uma vez?

Ora bolas, és um porto de abrigo itinerante, se é que… isso existe! Parece-me algo… bom! Desta experiência, extrai o melhor das pessoas refugiadas na tua vida e espera pacientemente pela mudança, para a qual trabalhas diariamente.

May 29, 2009
Learning

Não têm noção, mas comportam-se como aprendizes na idade adulta.

Dá vontade de culpar tudo aquilo que não viveram, tudo aquilo que decidiram abdicar face ao cenário da altura. Jovens e magoados, traídos por aqueles a quem decidiram entregar-se pela primeira vez, unem-se… fruto do sorriso trocado, do olhar malandro, da atracção que surgira.

Ele, um pai a dar os primeiros passos. Ela, uma jovem na cidade, a fuga perfeita.

Naquela altura, se bem te lembras, eram outras as valências necessárias para que duas pessoas, se apaixonassem. Não era necessário ter uma hipoteca no banco, bastava pagar a renda mensal ao senhorio e esperar que a casa continuasse de pé tal como nos fora entregue. Não era necessário ter o último grito em tecnologia automóvel, bastava ter 4 rodas e alguma genica mecânica para as situações em que o mesmo, decidia descansar na berma. Não era necessário o conceito Ikea para equipar uma casa, visitava-se o Brás & Brás, as suas peças e acessórios maravilhava qualquer dona de casa.

Brindaram muitos encontros, com episódios únicos. Como exemplo, tens a história dos jeans à boca de sino, com uma estranha bossa junto dos bolsos e a desculpa, que não queria fazer amor com tamanha beleza; ainda hoje faz rir muitos de nós. Vivia-se a época, em que tais desejos tinham de ser oprimidos pela timidez, pela pouca habilidade com as palavras que constituem tal tema.

A relação ganhou forma sobre o propósito da constituição familiar. O pai, a mãe, os filhos.

Enquanto as crianças existiram no seio familiar, a união fez a força. Quando as mesmas se distanciam, a união vagueia por trilhos esquecidos.

Olvidados do argumento da mudança, para uma melhor justificação do presente, optam por viver a ignorância que este capítulo presenteia suas vidas. Hesitam em procurar ajuda.

A idade avança, munida do passado, acarreta os medos e valores adquiridos, e mesmo que a negação seja o repasto do dia, continuam a aprender quem são, o que querem e qual o próximo propósito.

May 27, 2009
Do you remember?

Eras um miúdo engraçado. Se ainda te recordas, o teu cabelo nutria uma tonalidade mais clara que a actual, o rosto permitia que os primeiros pêlos endurecidos pela idade florescessem, os olhos eram meigos e aqui & acolá, brindavam o olhar atento com a inocência de quem procurava um beijo alheio. O grupo de amigos que te acompanhava nessa noite de Verão, saiu reforçado com a chegada daquele amigo que todos temos, o envergonhado, o tímido que raramente dá asas à excentricidade. A animação nocturna teve inicio num simpático apartamento T2 onde passavas férias, tinha vista para o interior do condomínio, onde era possível descortinar a presença das mais variadas nacionalidades, com as quais procuravas insistentemente, honrar compromissos de Verão, lê assim (s.f.f.): namoros de Verão com direito a beijinhos, apalpões valentes infringidos nas nádegas e equações matemáticas de grande dificuldade, que levavam-te a pensar como seria abrir pela primeira vez, aquele pacotinho onde estava guardada a chave da virgindade! Preparaste um jantar delicioso, pena é, o sal em excesso! Caldeirada de lulas básica: num tacho, colocaste um fio de azeite, o alho picadinho e a cebola, e por camadas foste colocando a batata, o tomate, as lulas, tudo devidamente regado com mais um pouco de azeite e vinho, e claro, os condimentos do costume, tais como louro, pimenta, piripiri, etc. Resultado, foram todos curtir a loucura da noite, com uma sede desgraçada! Se quisesses fazer de propósito, não fazias! Eras demasiado menino para arriscar ou ousar ver um tacho de caldeirada encaminhar-se para o recipiente do lixo mais próximo! Foi deste modo, com uma sede diabólica, que o amigo tímido e envergonhado pisou a pista de dança. Possuído pela sede que o atingiu como nunca, foi aniquilando a mesma com bebidas cintilantes, e uma atrás da outra, foram deixando este artista num estado de loucura saudável. Ele era um ensaiador, vezes sem conta treinava o modo correcto de interpelar as senhoras moças na pista de dança, porém nunca tinha subido ao palco para dar a conhecer ao Mundo, as suas reais capacidades. Nessa noite, fruto dos excessos, nunca ninguém foi capaz de apurar, brilhou como nunca. Arrematou para a nossa beira, um grupo de 3 simpáticas senhoras moças e o seu protector, um moço porreiro, que hoje e para muita pena nossa, vinga nas ruas como toxicodependente. Uma das senhoras moças, enfeitiçou-te. Bonita e com um sorriso único, rasgado / acompanhado dos lábios mais bonitos vistos até à data. Lembras-te como fixaste o olhar no rosto dela? Ficaste assim o resto da noite. Olhavas… sorrias, olhavas… sorrias. Numa incursão ao bar, paraste para conversar, descortinar quem era aquela pessoa que fazia-te sonhar. Quiseste saber o nome, a origem de tal beleza, aliás… ao teu bom estilo, foste falando demais. Sorte a tua, a senhora moça bonita apreciou grande parte da tua conversa, e ao contrário daquilo que os nomes feios que auto-infligias na tua cabeça, havia ali algum interesse. Julgaste (mal) que qualquer iniciativa da tua parte sairia gorada. Os amigos, apontavam para o sorriso, para o brilho do seu olhar e mesmo assim, deixaste-te cegar pela falta de confiança, pelo medo da parca experiência com tais realidades. Até que enfim… gritaram em silêncio e em uníssono, o grupo de amigos que assistia à tua caminhada rumo ao sorriso que esperava por ti na pista de dança. Tropeçaste, caíste no chão, entornando sobre ti e salpicando várias outras pessoas, a bebida que embebedou o teu medo, lembras-te? Ehehe claro que não te lembras, nada disto aconteceu! Quando paraste, a pista de dança não estava repleta, estava perfeita. Sorriste no teu modo envergonhado, mas ao mesmo tempo, foste reguila no olhar. Encontraste a receptividade desejada, e como algo natural e previsível, sentiste o toque dos seus lábios, algures nos teus. O primeiro beijo, ainda hoje… tenho a certeza que te lembras dele, certo?

May 21, 2009
Sorri

Estás bem. Vais ter de lutar, acreditar.

Lembra-te do teu sorriso, contagia.

Sê idiota, procura a gargalhada.

Coisas simples, não baralhes ou compliques.

Beijo

May 20, 2009
Tear

Emocionalmente perturbada, assim se deu a minha viagem até ao ponto de encontro. Acompanhado por um choro que roçou facilmente os limites por mim impostos (um dia), permitiu-me analisar com detalhe, muitos dos pormenores que não constituem uma vivência, mas sim uma vicissitude. Depois de um processo extenso e penoso, encontrei finalmente, uma forma de unir mais um lote de pontas soltas que logravam destabilizar-me. Não foi o último choro, mas foi o último choro com mágoa. Passados largos anos deste a última vez que tinha estado próximo ou sentido a sua presença, no corredor do internamento, desconfiado que aquela era a sala indicada pela Sra. simpática e atenciosa, que amavelmente procurou as respostas para as minhas questões e dúvidas, mirei a sua presença. Sim era ela, está bonita. O cabelo surpreendeu-me. Da última vez, o corte não permitia que os seus cabelos tomassem a forma ondulada e harmoniosa, com o qual fui brindado. Pensei dirigir-me a ela, adoptar os gestos mais meigos, e com a coragem necessária, dizer-lhe: “sou eu, estás bonita”. Palavras que nunca exprimi, mas que no fundo, sempre me perseguiram e tinham o seu lugar, algures numa mente e coração despedaçados pelo tempo, pela vida. Estava distante, o seu corpo e mente são bem demonstrativos da gravidade expressa no boletim clínico. A situação estável do dia de hoje, será substituída pela intranquilidade que o futuro reserva. O choque irá gerar medo e o medo, a inquietação que gorou que a serenidade tão desejada, fosse encontrada. Depois de vários e copiosos anos terem sumido, sem qualquer contacto registado, optei pelo seguro e regressei a casa, abrigado pela omissão. Estive ali, perto, preocupado, amável para com o cenário, porém sem conceder-te a oportunidade de saberes que ali estive. Desculpa se respeitei o passado, se respeitei em demasia o teu estado de saúde, mas tive medo. Estou ciente do passo dado. O moço frustrado, deu lugar ao rapaz do sorriso bondoso e crescido, que de acordo com as suas valências emocionais, vai marcar presença no dia de amanha.

May 16, 2009
Forgive

Disseram-me, que no caso de um dia pudesses ser vitima de algum acidente, e resultando do mesmo a necessidade de consultar o teu telemóvel, o contacto da tua mãe seria um dos primeiros a ser seleccionados.

Lembras-te da tua expressão?

Sorriste e não equacionaste.

Ontem, quando os papéis se inverteram, recebeste a noticia que a tua mãe está no Hospital, num estado de saúde não muito famoso.

Não sorriste, mas equacionaste!

Como será perder algo que nunca tiveste?

Pensa nisso com a racionalidade que têm-te acompanhado; lembra-te que nunca te habituaste à ideia de ter uma mãe igual a todas as outras mães e que no fundo, haverá sempre uma explicação para o aparente abandono, tal como tu sofreste, a tua mãe sofreu. No fundo, viveste com a ideia pré-concebida que uma mãe, tem de comportar-se como todas as outras mães. Esqueceste-te que a tua mãe, é igualmente um ser humano, que tal como todos os outros, tem uma história. Se a mesma não foi feliz, mais difícil seria para ti, desempenhar um papel cicatrizante.

Perdoa (apenas).

May 13, 2009
Commitment

Houve uma altura na tua vida, não muito remota, na qual defendias ser um homem capaz de honrar os compromissos. Hoje, está tudo na mesma, pena é, comprometeres-te muito pouco ou quase nada. Neste novo capítulo da tua vida, só perdes. O mero compromisso que tinhas com a funcionária da pasteleira onde tomavas o pequeno-almoço, permitia-te proporcionar um simpático sorriso e consequentemente, preenchias o teu ego com aquilo que mais admiras, a Sra. Dona Simpatia. Aquele pedido, era o mesmo do costume. Toparam o teu gosto, memorizaram-no e brindavam-te com um sorriso, enquanto tu, rapidamente terminavas o pequeno-almoço e fugias o mais depressa possível daquele espaço. Porque foges? Falam contigo, procuram-te, preocupam-se com o teu estado emocional e mesmo assim, energicamente afastas-te com medo. Outros compromissos aproximam-se e com eles, vêm outras responsabilidades, tens noção que continuarás a fugir se não fizeres nada para contrariar este facto?

May 11, 2009
Estava longe de pensar...

Fim de semana à porta, prolongado, dizia-se no escritório. 

Esfregadas as mãos de contentamento, ultimou-se os detalhes de última hora: às 22hrs e qualquer coisa, há que estar no Algarve.

Pouco importava as razões, certo e sabido, só imperava um fim: sorrir na última foto!

Chegados, o cenário era de festa; a tenda bem dimensionada prometia albergar um conjunto de jovens estudantes de medicina, ávidos de curte e álcool; no palco, um amigo esperava por nós.

Chegou o primeiro som da noite cantarolado pelo amigo em palco. A pedido de muitas famílias, arriscou cantar… “Intervalo” daqueles tipos, Perfume com apoio de Rui Veloso, como é natural, foi mau, muito mau mesmo. Estávamos ali para assistir a um espectáculo de música popular, o nosso amigo, não tinha voz para muito mais, para nossa pena, pois muitas das pessoas do sexo feminino poderiam cair que nem tordos no areal.

Pessoas do sexo feminino porquê?

Uma simples razão, tem capacidade de justificar tamanha insensibilidade linguistica: as pessoas do sexo feminino enquadravam-se num escalão etário, numa escala cronológica, assustadora aos olhos de um tipo com idade para ter juízo, ao ponto de não permitir-me olhar para as mesmas, de forma a vê-las como mulheres ou raparigas.

Idiotice, acho que sim! Eram bem giras e provocadoras, mas caramba, poderia ser fácil demais. 

O controlo vocal, está cá. Dois dedos de conversa elogiadora, arranjava-se ao olhar para os atributos físicos. A experiência, tenho acumulado alguma nestes últimos anos.

Quando desse por mim, um beijo fazia parte do passado; 157 beijos o presente! Nah, demasiado “melos” para o meu gosto. Além do mais, estou sozinho, mas acompanhado de princípios e compromissos, que mesmo sendo platónicos e duvidosos, há que respeitá-los!

Porém… a meio da festa, analisei a mesma com olhos de ver e nessa altura, estava longe de pensar como a idade não pesa, mas a maturidade alcançada à data, evocava a prática de comportamentos dignos do registo alcançado e que nesses, não estava incluído: saber estar junto de jovens, no primeiro e segundo ano de faculdade, que ali estavam, sob o olhar atento de meia dúzia de carrascos dos 3, 4 e 5 anos.

Cronologicamente sou um jovem, sou um jovem! Raios parta a maturidade, que faz de mim hoje, um solitário entre jovens, entre graúdos!

May 9, 2009
Where is the...

Raios! Mudei de casa há sensivelmente 2 meses. Foi um processo despojado de ajuda, e quando refiro ajuda, não me cinjo única e somente, à ajuda humana, refiro-me ao bloco de notas. Bloco este, onde poderia ter apontado a localização dos mais variados objectos e afins! 

Procuro um gadget pequeno, que se encaixa no ipod e contabiliza os quilómetros de corrida, que gosto de realizar ao fim de semana!

Não sei onde está, onde o reservei aquando da mudança… raios!

May 9, 2009
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