Hoje há um registo a fazer, um pormenor acrescentar à história deste blog, daí este rápido regresso à lide.
Na fila de uma caixa de supermercado, sossegado da vida, de garrafa de água na mão para pagar, cruzei-me com uma pessoa que desde o inicio da nossa “relação” senti uma empatia desmesurada, sem reserva e com a simplicidade por mim desejada.
Esta “relação” surgiu através deste meio e por sorte a pessoa fantástica em causa, tem algumas fotos expostas, as suficientes para poder memorizar alguns detalhes da sua beleza.
Paguei a minha água, saí para o exterior do espaço comercial e aguardei tremelicadamente pela sua saída.
Ao verificar que poucas dúvidas restavam, abordei a sua simpatia, troquei um sorriso com a sua presença e fiz a pergunta: és tu a pessoa tal? (engoli em seco de seguida)
A partir desse momento, reparei numa lacuna do meu comportamento ousado, algo relacionado com o facto de não ter permitido que a pessoa se preparasse para a cena, porque passar um pouco de acetona de modo a eliminar o verniz espalhado pelos dedos delicados dos pés, aplicar as extensões grisalhas no cabelo e salpicar o sorriso com algo menos brilhante, creio que facilitaria a nossa comunicação ou não estivesse eu a pensar, uma mulher assim bonita, simpática e radiante em matéria de boa educação merecia uma apresentação diferente da minha pessoa, vi-me grego e português para parecer um tipo com estilo, corresponder às expectativas :D!
Em suma, fiquei contente pelo episódio em si, pois tinha perfeita consciência que esta pessoa merecia que eu conhecesse o seu sorriso e simpatia contagiante.
Esta pessoa conheceu o verdadeiro oneguyalone e mesmo que o medo tenha surgido, rapidamente foi esquecido pelo prazer que só a descoberta de um novo desafio, pode proporcionar.